O Isolamento Social trouxe uma crise financeira para todas as empresas de todos os portes, mas o que não se imaginava era a nuvem negra que paira sobre os pequenos negócios.

Uma pesquisa recente realizada pelo Sebrae indica que, entre 6080 empreendedores, 88% deles tiveram queda de 75% do faturamento e mais de 62% precisaram paralisar suas atividades temporariamente — ou fechar as portas em definitivo. Ainda segundo o Sebrae, micro e pequenas empresas respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado no Brasil.

Mesmo com o auxílio emergencial fornecido pelo governo para algumas MEIs, o cenário continua negativo. Algumas empresas estavam com uma escapatória pronta, já que tinham grande atividade no meio digital, mas esse número é pequeno se comparado a quantidade de empresas e empreendedores.

Segundo o site da Exame, 4 de cada 10 empresas brasileiras tem 10% da receita proveniente do e-commerce . Quem não investia no mercado digital, durante a pandemia começou a voltar os olhos para esse lado, porém poucas estão estruturadas para o comércio eletrônico.

O ano em que o e-commerce quebra barreiras

O impacto que o Covid-19 terá no mundo vai além da crise econômica e da saúde pública, 2020 é o ano em que a sociedade brasileira mudará a forma de ver o mundo e de consumir produtos e serviços.

Se falássemos de 10 anos atrás, as vendas online seriam um problema, por diversos fatores que envolvem desde a infraestrutura digital até a forma de se relacionar a distância. O tempo mudou isso, plataformas como Spotify, Netflix e Uber nos fizeram “dependentes” de serviços desse tipo e cobrando cada vez mais essa facilidade, fruto da era moderna.

Os pequenos comerciantes encontraram formas de chegar ao seu consumidor, competindo lado a lado com grandes magnatas do varejo e fidelizando seus clientes.

Entretanto, por diversos motivos que envolvem desde capital de investimento até ferramentas de fácil acesso, os pequenos negócios ainda perdem para os grandes varejistas.

No Brasil, uma pesquisa da NZN Intelligence aponta que 71% dos consumidores pretendem comprar mais em plataformas digitais durante a quarentena.

UM CRESCIMENTO DIGITAL EM CONJUNTO

Com um rápido aumento de consumo no meio digital, os grandes varejistas online viram oportunidades aparecerem em meio a crise empresarial.

Clientes + aumento de consumo + inúmeros micro e

pequenos empreendedores = Surgimento de Marketplaces.

Solidariedade com um pouco de visão estratégica, foi assim que assim que algumas empresas e iniciativas criaram espaços para os pequenos empreendedores. E esse espaço tem rendido impactos positivos, tanto para a economia quanto para as empresas.

Entre as iniciativas, temos abaixo alguns exemplos:

  • MAGAZINE LUIZA

Abriu espaço para pequenos empreendedores, a partir de duas propostas:

Se você é autônomo e deseja uma renda extra pode criar sua loja online super rápido e pode vender todos os produtos do site da Magazine Luiza, ganhando comissões de até 12%.

Se você é um varejista com loja física e quer vender online pode usar a plataforma da Magalu para vender todos os seus produtos dentro do site e aumentar sua renda.

  • AMAZON

Com o mesmo tipo de proposta da Magazine Luiza, Amazon Marketplace abriu as portas do site para terceiros, onde se pode comercializar seu produto para todos os clientes da Amazon.

  • AMERICANAS

A empresa está dando uma força para os pequenos comerciantes locais (de donos de farmácias a pet shops) oferecendo gratuitamente sua plataforma de logística — ou a entrega dos produtos diretamente num raio de 2 quilômetros. Basta se cadastrar no site da B2W Marketplace (dona da marca), acessando a opção “Venda com a Gente”.

  • SALVE OS PEQUENOS

Idealizado pela fintech Azulis, a plataforma funciona como uma vitrine online: os empreendedores expõem seus anúncios sem custo e os interessados negociam diretamente com eles. Para se cadastrar, basta fornecer informações como local, setor, e endereço do negócio, contatos, horários de atendimento e fotos.

Entre diversas outras iniciativas que provam que o mundo ainda é humano.

Movimentando a economia, criando caminhos e levando seus produtos ao consumidor em casa. Aos poucos, o mundo vai de adaptando e empresas passando pela crise financeira. Um raio de luz atravessando a nuvem negra que paira no mundo.

Para complementar, sugerimos os seguintes artigos aqui do blog:

Inteligência de Mercado: Como entender os impactos do cenário da empresa durante a crise

Gestão de crises: Como cuidar da saúde do seu negócio em tempos difíceis

Além do nosso e-book Gestão de crise: planejamento e inovação para superar a crise

Nós da A.C.E. Consultoria estamos comprometidos com a gestão de crise das empresas no cenário pernambucano. Estamos buscando formas de como ajudar você empreendedor a passar por esse período complicado. Qualquer dúvida entre em contato conosco, estaremos à disposição para ajudar sua empresa sempre que precisar.