Estamos há quase dois meses em Isolamento Social. Dois meses em que as pessoas precisaram reinventar a forma de se relacionar devido há uma pandemia que ainda abala o mercado mundial.

Frente a um cenário de incertezas generalizadas e falta de perspectiva acerca da “normalização” dos efeitos da crise, uma coisa é certa: a sociedade mudou a forma de consumo e essa mudança veio para ficar por um bom tempo. 2020 será conhecido como o ano em que os novos hábitos e tendências de mercado definiram as empresas, o ano em que o consumidor pede mais, forçando os empreendedores a se adaptarem ou perecerem.

Muitos negócios passaram para o meio digital e adotaram o e-commerce como sua nova casa. Muitos também pararam para colocar tudo em ordem, com planos estratégicos e inteligência de mercado para passar pela crise sem fechar as portas.

Mas nem tudo está tão perdido assim. Como falado no artigo anterior sobre as micro e pequenas empresas, marketplaces surgiram para ajudar os pequenos varejistas, além de inúmeras iniciativas espalhadas pelo País.

O que se esperar enquanto estamos esperando…

Segundo a WGSN (consultoria global em análises e previsões de tendências), o principal fator para acelerar as mudanças no varejo é o consumidor, não mais a tecnologia. Os consumidores estão exigindo cada vez mais do mercado, esperando novidades e tendências que possam se adequar aos seus gostos e hábitos de agora.

“Precisamos entender que os consumidores estão mapeando, estudando as marcas. Eles querem, inclusive, saber se as empresas mudaram seu modelo de negócio, principalmente quando este impacta a sociedade. O intuito dos consumidores é saber se as marcas estão alinhadas às suas novas demandas e a um propósito – além, claro, como se relacionam com suas necessidades. Ou seja, consumidores estão impulsionando o mercado em outro nível.”

Luiz Arruda, Head da WGSN Mindset

Com um público mais exigente, o mercado precisou rever toda a relação empresa-cliente. Entre os diversos modelos de negócio, as soluções para o setor do varejo foram, na ordem:

  • Implantação ou fortalecimento da venda online;
  • Criação ou reestruturação dos serviços de entrega;
  • Integração dos canais de venda;
  • Convergência do atendimento online e offline.

A mudança de comportamento já vem desde antes da pandemia, entretanto a quarentena acelerou essa necessidade de inovação. É cobrado das empresas transformação digital e tecnológica, mas não isoladamente.

A “nova sociedade” pede um atendimento personalizado e mais humanizado, empresas investiram em inteligências artificiais para acelerar o atendimento, porém o consumidor pede algo de pessoa para pessoa, humano + digital.

COMO A QUARENTENA AFETA O COMPORTAMENTO HUMANO E SOCIAL

Dados revelam que não mudamos apenas a forma de nos relacionarmos com as empresas, mas também mudamos nossos hábitos em casa. Com mais “tempo livre”, os brasileiros buscam formas de preencher esses momentos, seja estudando ou realizando tarefas que antes não eram atrativas ou difíceis de realizar.

Segundo pesquisa, fruto da parceria entre Engaje! Comunicação, Perception e Brazil Panels os consumidores ficarão mais de olho na comunicação das empresas, sendo necessário um bom posicionamento da marca e transparência em anúncios de benefícios e diferenciais.

Ainda segundo a mesma pesquisa, dos entrevistados, 58% estão usando mais redes sociais. Também houve mudanças nos afazeres domésticos com 61% mais faxina e 56% cozinhando mais. Outras mudanças como hábitos alimentares e formas de se portar com a sociedade foram incluídas no estudo.

A hora do boom das plataformas chegou

Em meio a tantas coisas acontecendo durante a pandemia do Covid-19, os brasileiros estão buscando utilizar melhor o tempo dentro da quarentena. O desejo do ser humano por aprender coisas novas e ter mais conhecimento vai impulsionar o mercado digital, as plataformas que conectam professores e alunos vão ser mais procuradas por pessoas que procuram ser mais produtivas.

Os famosos tutoriais de DIY (sigla inglesa para “do it yourself” ou “faça você mesmo”) estão ganhando cada vez mais terreno. Os consumidores estão em busca de aprender novas habilidades como assar, cozinhar, pintar… Habilidades que não desaparecerão após a pandemia, com mais pessoas independentes de serviços básicos.

“As pessoas são forçadas a fazer coisas novas e isso vai acelerar a transformação digital.”

Paul Marsden, psicólogo de consumo da Universidade de Artes de Londres.

De acordo com estudos da SmartCommerce, quase 40% dos atuais compradores online fizeram sua primeira compra em março. E a quarentena trouxe o público mais velho para o conforto das ofertas digitais.

Idosos ou pessoas que não simpatizavam com a compra de mantimentos online, por exemplo, foram forçadas a utilizarem o produto e aderiram em sua nova rotina. E assim o mundo vai se adaptando a esse novo momento, dois meses e já vemos mudanças em toda sociedade.

A regra da seleção natural para empresas permanece: quem se adapta, cresce; quem prefere ficar no mesmo de sempre pode ser que sobreviva, mas é uma jogada de sorte.

Para complementar, sugerimos os seguintes artigos aqui do blog:

Gestão de crises: Como cuidar da saúde do seu negócio em tempos difíceis

Além do nosso e-book Gestão de crise: planejamento e inovação para superar a crise.

Nós da A.C.E. Consultoria continuamos comprometidos com a gestão de crise das empresas no cenário pernambucano. Estamos buscando formas de como ajudar você empreendedor a passar por esse período complicado. Qualquer dúvida entre em contato conosco, estaremos à disposição para ajudar sua empresa sempre que precisar.